Dois motores elétricos, um por eixo, e um motor a gasolina que tanto move as rodas como carrega a bateria. É a quarta geração do híbrido plug-in que a Mitsubishi Motors inventou para um SUV, em 2013.
Sistema híbrido plug-in
O Outlander PHEV é elétrico primeiro. Quem move as rodas são os dois motores elétricos, um à frente e outro atrás, e não há veio de transmissão nenhum entre eles: a tração integral é feita por dois motores independentes, e é por isso que a repartição do binário entre eixos é instantânea.
O motor a gasolina 2.4 DOHC MIVEC de 2.360 cm³ tem três papéis, e o carro escolhe entre eles sem intervenção de ninguém.

À frente: motor síncrono de íman permanente, 116 cv (85 kW) e 255 Nm.
Atrás: o mesmo tipo de motor, mais potente: 136 cv (100 kW) e 195 Nm.
Térmico: 136 cv e 203 Nm, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, com o diâmetro e o curso a 88 x 97 mm.
Os três papéis
O sistema passa de uma para a outra sozinho, sem que ninguém dê por isso e sem interromper o andamento. Escolha uma para ver por onde anda a energia.



EV
Só energia elétrica. O motor de combustão está desligado: não gasta combustível nem produz emissões de escape. É o modo mais eficiente, e o carro anda assim até aos 135 km/h sem o motor a gasolina se ligar.
Série
O motor de combustão liga-se para alimentar o gerador, e é essa eletricidade que move os motores. Acontece quando a bateria está baixa ou quando é preciso mais potência do que ela sozinha dá. As rodas continuam a ser movidas por eletricidade.
Paralelo
A embraiagem fecha e o motor de combustão passa a mover diretamente as rodas da frente. A energia que sobra vai para o gerador, para carregar a bateria ou alimentar o motor traseiro. Só acontece acima dos 65 km/h, e acima dos 135 km/h é sempre este o modo.
Bateria e carregamento
A bateria de iões de lítio tem 22,7 kWh a 355 V (noventa e seis células em série, repartidas por quatro módulos) e dá 85 km em modo 100% elétrico (WLTP, ciclo combinado), a até 135 km/h sem o motor a gasolina se ligar. Para a maioria dos dias, é o carro todo.
Entrega 132 kW de forma contínua e até 158 kW por instantes. É essa reserva que permite pedir potência a sério sem o térmico ter de entrar, e é ela que quase duplicou nesta geração.
Em casa, uma tomada doméstica reforçada a 230 V e 16 A carrega-a por completo em Aprox. 6h 30m. Numa estação rápida em corrente contínua, os 22 kW levam-na aos 80% em cerca de meia hora, o tempo de um café.

Carregador de bordo monofásico de 16 A.
Ligação de carga rápida com capacidade para 105 A.
Com a portinhola aberta, um indicador mostra o estado do carregamento, sem se ter de entrar no carro.

A tomada Type 2 da carga normal e a CHAdeMO da carga rápida ficam atrás da mesma portinhola, no guarda-lamas traseiro direito.

A bateria também alimenta o exterior: uma tomada AC de 220-240 V e 1.500 W, de série na Intense e na Sport Edition.

Quando a viagem é longa, o motor a gasolina continua a história e o consumo combinado fica em 0,8 l/100 km (WLTP).
Quantos quilómetros faz por dia? Com esse número dizemos-lhe quanto do mês passa sem gastar combustível.
Geração a geração
O primeiro SUV híbrido plug-in do mundo é de 2013, e é este. Cada geração manteve a mesma arquitetura (motor a gasolina, gerador, um motor elétrico por eixo) e cresceu onde interessava.

O primeiro SUV híbrido plug-in do mundo. Motor 2.0, 12 kWh de bateria, 60 kW em cada motor elétrico.

A mesma arquitetura, com a bateria a entregar mais potência: 70 kW.

Passa a 2.4 litros e a bateria sobe para 13,8 kWh. O motor traseiro chega aos 70 kW.

A bateria quase duplica, para 22,7 kWh. O motor dianteiro sobe para 85 kW e o traseiro para 100, e a bateria entrega 132 kW.
O que mudou nesta geração
Esta geração não é um retoque no sistema anterior. Quatro das peças que o compõem são novas de raiz e duas foram refeitas, e é a soma delas que dá os 85 km elétricos.

Binário máximo de 255 Nm: quase o dobro do anterior. É daqui que vem o arranque instantâneo, de veículo elétrico, a partir de parado.
Com 195 Nm, e com o inversor integrado no próprio motor. Essa integração tirou do habitáculo o ruído de comutação.
Noventa e seis células em série, em quatro módulos. Entrega 132 kW de forma contínua e até 158 kW por instantes.
A nova unidade traz um controlo de tensão que leva o motor dianteiro e o gerador até 650 V. Mais tensão, mais eficiência quando se pede potência a sério.
Cem kW às 5.000 rpm e 203 Nm às 4.000. Para cumprir a norma Euro 6e leva EGR arrefecido e filtro de partículas de gasolina.
Outra relação entre o motor e o gerador: em modo série o motor roda mais devagar, o que o torna mais eficiente e mais silencioso. A embraiagem foi reprogramada para a passagem a paralelo ser imperceptível.
Diga-nos quantos quilómetros faz por dia e mostramos-lhe as contas.