Tecnologia
A quinta geração volta ao chassis de longarinas que a terceira tinha trocado por uma monocoque com quadro integrado. Sobre ele, o Super Select 4WD-II e o S-AWC repartem o binário roda a roda.
Estrutura
Duas longarinas em aço de alta resistência, de secção reforçada, atravessadas por travessas. É a arquitetura que aguenta reboque, carga e torcção repetida sem a carroçaria trabalhar.
À frente, suspensão de duplo braço oscilante com molas helicoidais. Atrás, um eixo rígido de cinco braços de nova conceção, que mantém a via constante quando uma roda sobe. Travões de disco nas quatro rodas.
A repartição de peso ficou em 52 à frente e 48 atrás.




Motor e caixa
Quatro cilindros em linha, 2,4 litros, com turbo de geometria variável. Dá 150 kW, que são 204 cv*, e 480 Nm de binário. A Mitsubishi Motors Australia identifica-o pelo código interno 4N16 Gen2.
A caixa é uma automática de oito relações desenvolvida de novo, com modo desportivo: as primeiras curtas para a rocha e o reboque, as últimas longas para as etapas de autoestrada entre um terreno e o seguinte.
Na gama australiana este é o único motor: os quatro níveis levam todos o mesmo 2.4. É também a Austrália que publica a capacidade de reboque, 3,5 toneladas, de série em toda a gama. Para Portugal não há valor anunciado.
* O comunicado japonês de 2 de setembro não publicou a potência. Os 150 kW (204 cv) e os 480 Nm são os valores que a Mitsubishi Motors Australia publicou no dia seguinte, no quadro que compara esta geração com a quarta, e podem variar consoante o mercado.

Super Select 4WD-II
O Super Select estreou-se no Pajero de segunda geração, em 1991, e foi o primeiro do mundo a juntar as vantagens da tração ligável e da permanente. O 4H é a razão pela qual se pode andar com as quatro rodas motrizes em alcatrão seco, coisa que um 4x4 ligável não permite.
A Mitsubishi Motors Australia diz que este é o primeiro automóvel a levar o Super Select 4WD-II e o S-AWC ao mesmo tempo. Cada um resolve metade do problema: o Super Select reparte a força entre os eixos, o S-AWC reparte pelas duas rodas o que chega a cada eixo.

2H
Tração traseira
Para o alcatrão seco. Só as rodas de trás recebem força, e o consumo agradece.
4H
Tração integral permanente
Nas quatro rodas, a qualquer velocidade, mesmo em piso com aderência. É a diferença entre o Super Select e um 4x4 que só se liga fora de estrada.
4HLc
Diferencial central bloqueado
Reparte a força pelos dois eixos sem cedências. Para a lama, a areia solta e a neve funda.
4LLc
Reduzida com diferencial bloqueado
A relação curta multiplica o binário para a rocha, para os degraus e para as descidas travadas a motor.

S-AWC
O Super-All Wheel Control junta numa só central o controlo de estabilidade, o de tração, o ABS e o Active Yaw Control, que reparte o binário entre as rodas do mesmo eixo para o carro entrar na curva em vez de a empurrar.
Por cima disto, sete modos de condução mudam o mapa do acelerador, a estratégia da caixa e a agressividade dos travões a cada roda.
A gama australiana traz ainda um bloqueio de diferencial traseiro, que o comunicado japonês não menciona, e a Mitsubishi diz que o Active Yaw Control continua a trabalhar com ele engatado. O mesmo texto acrescenta que o AYC faz microcorreções sozinho, e que isso alivia o esforço no volante.

Geometria
30,4 graus
Ângulo de ataque
Quanto pode subir sem tocar com o para-choques da frente.
22,6 graus
Ângulo ventral
O límite da lomba antes de o carro assentar a barriga.
25,8 graus
Ângulo de saída
Quanto pode descer sem raspar atrás.
Câmaras
As câmaras à volta do carro compõem uma vista de cima, e o sistema guarda o que a câmara da frente viu há instantes para desenhar o que está agora por baixo, tapado pelo capô. É o que permite pôr a roda na pedra certa sem sair do lugar para ver.
No ecrã da consola, a imagem vem acompanhada da posição das rodas da frente, que é a segunda coisa que ninguém consegue adivinhar de dentro.
Assistência à condução
A Mitsubishi Motors Australia apresentou a gama a 3 de setembro de 2026 e publicou os sistemas de assistência com o nome que lhes dá naquele mercado. São seis, e são estes.
A nomenclatura é a da gama australiana. O comunicado japonês, que é a fonte da ficha técnica desta casa, usa outro conjunto de siglas, e só o FCM é comum às duas listas. Nenhuma das fontes diz que sistema corresponde a qual, por isso não se junta aqui o que ninguém juntou.

RCTA
Aviso de trânsito transversal traseiro. Em marcha atrás, o radar deteta um carro a aproximar-se pelo lado e avisa por som, no ecrã e nos espelhos.

LDW e LDP
Aviso e prevenção de saída de faixa. Quando o carro começa a sair da faixa sem que isso tenha sido pedido, o volante vibra. O LDP acrescenta um toque na direção para o trazer de volta.

TSR
Reconhecimento de sinais de trânsito. A câmara da frente lê os sinais de limite de velocidade e mostra-os no ecrã de informação, para nenhum passar despercebido.

ACC
Controlo de velocidade adaptativo, com Stop & Go. O radar e a câmara medem a distância ao carro da frente e ajustam a velocidade para a manter. Em trânsito parado, o carro para e volta a arrancar.

FCM
Mitigação de colisão frontal. Deteta automóveis, peões, ciclistas e motociclistas, avisa o condutor e trava para evitar o embate ou reduzir a força dele.

LKA
Manutenção na faixa. Lê as linhas da estrada e corrige a direção para manter o carro perto do centro da faixa, em reta e em curva.
Há um sétimo sistema, os faróis de máximos adaptativos (ADB), e na Austrália é exclusivo do GSR, o topo dos quatro níveis. A gama portuguesa ainda não foi anunciada: o que cada versão leva de série é decidido mercado a mercado.
Nas palavras da Mitsubishi

Valores do comunicado oficial da Mitsubishi Motors de 2 de setembro de 2026. As especificações, o equipamento e a disponibilidade variam consoante o mercado e podem ser alterados sem aviso. A Autocávado não tem, à data, data de chegada nem preço para Portugal.